Vem tempo. vai tempo, tudo em movimento entre idas e vindas, entra gente sai gente, e nada de nada.
Vejo prédios sendo erguidos, e a natureza diminuindo, pessoas que nunca param correndo atrás de um único ideal: aquele que move o mundo, e diminui as pessoas. Aumentam os prédios e diminuem a sapiência de cada um, quanto maior o capital, mais a ignorância acumulada em pequenos cérebros atrofiados pelo câncer que corroi a humanidade, mas não trago solução, sou só mais uma em meio a tantos, ridicularizo a minha própria vida.
Logo cedo escuto um Oi, vem de longe, mas não dou muita atenção não respondo e continuo a caminhar em um sol radiante que me derrete os pensamentos e me deixa sensível ao mal-humor, a atitude dele provavelmente seria a mesma... Me julgar pelo o que aparento ser, o sorriso falso junto a um olhar malicioso e mais um beijo falso, não olho em seu olho, e peço por favor não pegue na minha mão! Difícil me entender?me desculpa eu não costumo entregar a minha mão a qualquer um que se diz bom o suficiente para minha pessoa, não resisto por muito tempo e logo solto um :
-Cala Boca !
é sim, chega de baboseiras por essa vez, e lá vem um novo fim do que nem me permiti começar.
Adolescente em crise, em conflito com a mente, com os pais, com a vida e seus objetivos. Me olho no espelho e vejo só mais uma imagem de eu mesma sendo ridicularizada como qualquer uma, difícil decisão ser ou não ser ?
Ser só uma pessoa em busca de conhecimento e crescimento, logo perco a cabeça discutindo com um que diz saber de tudo o qual me julga e rotula pois pode esperar por que o tempo ai de falar por mim.
E ando mais um pouco...
Conheço alguém, dei um sorriso e ele nem se quer viu, então tentei um abraço forte pra quem sabe ser lembrada, cada gota da chuva que caia naquela noite eternizou ainda mais, virei as costas e sorri, satisfeita com o pouco o instante que fez parecer um século, um momento mágico sem línguas entrelaçadas, guardo ainda mais, porém procuro felicidade, conteúdo, uma risada, e mil palavras, correr atrás sem medo do que o tempo tem planejado, deixo de falar, mais nunca de sentir.
Obrigada por surgir !
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